sábado, 7 de junho de 2008

Do inacreditável

Alguém tinha que dar um basta naquela existência estranha. Desde que me dei conta que fazia parte da vida e fazia parte da vida interagir com as pessoas, eu desejava, todos os dias, num voto silencioso, antes de me deitar no sofá da sala, "Amanhã, quero acordar banal". E quando dormia, muitas vezes sonhava com essa vida sem sobressaltos, preenchida só com amenidades. Mas era só acordar e pronto: toda a sorte de eventos esdrúxulos se atiravam na minha frente e me obrigavam a lidar com eles. Não é pra menos que vivo de mau-humor.

Um comentário:

Kramer disse...

A literatura aforística de Paula Groff.